segunda-feira, 14 de junho de 2010

Web Rádio Pietá Moradores de Rua

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Nós os voluntários do Grupo Aliança de Amor temos notados que varias pessoas doentes com transtornos mentais, são abandonados pela família que cansam ou não tem condições de tratar os membros da própria família, vários imigrantes que deixam sua cidade onde residem com seus familiares em busca de alternativa melhor de vida em cidades como Campinas e outras, muitos desempregados por falta de emprego em suas cidades, dependentes químicos estes sim estão em maiores números vagando pelas ruas da cidade devido o abandono pelos seus familiares, ex-presidiários temos visto vários em Campinas devido à existência de Presídios estes seres humanos que são colocado em liberdade muitos não são desta Metrópole, e até trabalhadores que perderam seu emprego e estão na informalidade. Este contingentes de pessoas que são Alimentados na Casa da Cidadania pelo Grupo Aliança de Amor, todas as quintas feira, é servida de 200 a 250 refeições. Apesar de serem vistos como um grupo de desocupado o marginais, os “Moradores de Rua” são seres humanos de realidades variadas. Até mesmo a pobreza, que comumente é associada ao grupo, não está presente em todos os casos.
“Os moradores de rua não têm biografia, não votam, não têm documentos nem presença estatística. Assim, eles também não têm representação política, diferentemente de outros grupos sociais. A pobreza material é homóloga à invisibilidade política”, As difícieis conjunturas econômicas das décadas deixaram parcelas significativas de trabalhadores à mercê do desemprego e da precariedade cada vez maior das condições de trabalho, com efeitos perversos em suas vidas, tais como, situações de extrema dificuldade material, rompimento de vínculos afetivos, ameaça cotidiana da violência policial e das ruas, agravada pela presença cada vez mais avassaladora do crack, ausência de direitos e abandono institucional.

terça-feira, 1 de junho de 2010

ALIANÇA DE AMOR: “ N.S.PIETÁ”, PROTETORA DO ALIANÇA DE AMOR

ALIANÇA DE AMOR: “ N.S.PIETÁ”, PROTETORA DO ALIANÇA DE AMOR

“ N.S.PIETÁ”, PROTETORA DO ALIANÇA DE AMOR

O GRUPO ALIANÇA DE AMOR FOI CRIADO POR VÁRIOS CASAIS DO ECC(ENCONTRO DE CASAIS COM CRISTO) COM A FINALIDADE SER SOLIDÁRIO COM O PRÓXIMO,COM OS EXCLUIDOS OS MORADORES DE RUA
NOSSO GESTO CONCRETO A 6 ANOS É CUIDAR DO MORADOR DE RUA ,DOANDO REFEIÇÕES, VESTUÁRIOS, CALÇADOS E AGASALHOS
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ATINGIMOS EM DEZEMBRO DE 2009 55.000 MIL REFEIÇÕES PRODUZIDAS E DOADAS AOS
NOSSOS IRMÃOS DE RUA
PRODUZIMOS E DOAMOS TODAS AS QUINTAS FEIRA DE 200 Á 250 REFEIÇÕES NA CASA DA CIDADANIA EM CAMPINAS SP.
Há uns anos, numa sexta-feira santa, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, a minha atenção foi convocada para “La Pietà”, que me fascinou como um céu cheio de cometas. Não pude deixar de me deter perante a incomensurável riqueza daquela obra de arte legada à Humanidade por Michelangelo Buonarroti que, pelo seu peculiar talento e brilhantismo, ombreia os deuses. Na verdade, a autêntica singularidade dessa obra reside na mestria com que aquele de Caprese, aos 23 anos de idade, soube esculpir no mármore, o estado de alma de “sereno desespero” de uma mãe que ampara no seu regaço, o filho cujo espírito partiu já deste mundo.
Uma mãe com a alma amortalhada, desfeita em mil farrapos gélidos, segurando seu filho morto – Jesus de Nazaré, o Filho de Deus-Pai Todo Poderoso. Uma mulher, também ela, supliciada e crucificada, despedaçada por uma agonia dilacerante, à deriva num mar de pranto. Não é assim que se sente a mãe cujo filho foi assassinado? De que outra forma se pode descrever a mulher que é fulminada por uma dor do tamanho do mundo? E no entanto, contemplando a Virgem tão serena, resignada na sua dor, somos invadidos por uma inusitada sensação de paz, que se desprende da forma como esta Mulher aceita o drama que sobre ela se abateu. Ao apreciar, deslumbrada, este magnífico grupo escultórico de mármore, lembrei-me de tantas mães que perderam os seus filhos, os quais ressuscitaram para sempre na alma delas. E acendi uma vela por todas essas mães, pedindo a Deus que lhes dê sempre capacidade de resignação e de aceitação da sua incomensurável dor, já que esta, nada nem ninguém conseguirá jamais apagar do seu coração.
Nossa “ Pietá “ peregrina que percorre as casas dos nossos voluntários
O meu momento de recolhimento e oração foi interrompido por um vozinha miudinha que, atrás de mim, no colo de sua mãe, clamava, em bom Francês de Paris, que queria ir comprar os ovos de chocolate que lhe tinham sido prometidos. Olhei para trás e sorri para o menino sardento. Quando ele, com o seu ar reguila, me devolveu o sorriso, interroguei-me se ele conheceria o verdadeiro significado dos ovos da Páscoa. Saberia ele que o domingo de Páscoa é a ressurreição de Cristo, simbolizada pelo ovo, que representa o nascimento, o retorno da vida? Este é o verdadeiro sentido da mais importante festa da Cristandade, e é o único que eu gostaria de ver preservado no coração de todos e de cada um de nós. Voltei a olhar para trás, desta feita através da bruma do tempo, e vislumbrei, lá muito ao longe, uma menina de cinco anos de idade, sentada no colo de sua mãe que, beijando e afagando a face da menina, lhe explicava o significado dos ovos da Páscoa. A menina sorria docemente, com os dentes cheios de chocolate, e deliciava-se com tudo o que sua mãe lhe ensinava. Bem hajas, querida mãe, por, no salão com lareira da minha infância, na hora do chá e dos scones quentes com manteiga, teres sempre partilhado comigo os teus conhecimentos. Isabel Maria Rosa Furtado Cabral Gomes da Costa Páscoa de 2010 Texto Extraido do Blog Moçambique Para Todos